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João Vaz

A feira dos votos

A campanha para as autárquicas confirma os piores receios sobre a ação dos principais partidos na democracia portuguesa.

João Vaz 22 de Setembro de 2013 às 01:00

Mesmo em situação nacional difícil, faz-se tudo para seduzir eleitores, mas quase ninguém se interessa pelos cidadãos. Os portugueses são bombardeados com indignações: governo, troika, cortes e até corrupção, embora neste caso raramente e sempre a atirar areia aos olhos para não deixar ver nada. Não se vislumbra, porém, quem proponha a discussão de mudanças.

O voto interessa, o cidadão é descartável. Aqui não há a bondade do papa Francisco, nem inquietos, como António Barreto, a falar da importância de os cidadãos serem informados e discutirem os assuntos. O debate político não existe nos partidos que transformam todas as reuniões em comícios. Eliminou-
-se a ideia da antiga sessão de esclarecimento. Há uma rendição geral ao comes e bebes para o voto de barriga confortada. No entanto, a vida reclama rumo e razão.

Os candidatos são iguais aos sabonetes, como dizia Emídio Rangel. O importante é o invólucro partidário. O eleitor tem umas cruzes para gastar. Nesta democracia de feira, duvida-se que ganhar eleições sirva para alguma coisa aos portugueses.

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