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Correio da Manhã

Opinião
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
A velocidade máxima das motos foi limitada a 150 km/h e a sua autonomia foi reduzida, “o que obriga a mais paragens para reabastecimento onde os concorrentes têm algum tempo para recuperar forças”, como nos disse Etienne Lavigne, o director do rali. Com esta decisão, as motos ficaram mais leves, “apesar de continuarem a ser muito pesadas” (cerca de 200 kg para as KTM) e logo mais manejáveis.
Houve quem afirmasse uma vez que no Dacar “os pilotos dos carros rodam no limite da resistência mecânica, e os das motos nos limites da resistência física. As motos viram a sua velocidade limitada porque até podem andar muito mais depressa, mas os seus pilotos não resistem a estas ‘performances’ em pisos pedregosos, cortados por valas provocadas por rios secos.
Se é certo que todos sabem que os desportos motorizados têm perigos que lhe são inerentes, a sua repetição continuada obriga a que sejam tomadas medidas drásticas. Todos são poucos para apontar novos caminhos e pela nossa parte, consideramos que as actuais motos de 600cc de cilindrada, são monstros que estão a mais no Dacar.
É certo que parece faltar vontade política quando elas são a esmagadora maioria. Contudo, no nosso ponto de vista, a redução da cilindrada, e logo das ‘performances’, é um caminho a seguir. Por isso, gostaríamos que no futuro as motos do Dacar estivessem limitadas a uma cilindrada da ordem dos 450cc.
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