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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Outubro de 2009 às 00:30

Mas o Freeport deu em nada, os professores cansaram e cansaram-se, e a crise, para quem tem emprego, trouxe juros baixos, inflação negativa e subida de salários ao funcionalismo. As eleições vieram na sequência que mais convinha ao PS e menos aos seus principais inimigos, o PSD e o Bloco.

Nas europeias, a derrota fez bem a Sócrates, que emendou as suas maneiras, e a vitória fez mal à direcção do PSD e do Bloco que herdaram a arrogância de que acusavam o Governo. Nas legislativas, o PS teve o seu pior resultado desde 1991, mas o PSD não subiu e Sócrates fez Louçã tropeçar nos PPR. Nas autárquicas, o PSD recuou, o Bloco provou ser pouco mais do que uma aragem mediática e só o PS teve direito a festa.

Com o PSD virado para dentro e o Presidente da República a fazer contas à reeleição, Sócrates tem as melhores cartas na mão. Não se espantem se começarem a ouvir que o novo Governo, moderado por acordos, é muito melhor do que o anterior. A aterragem há-de chegar quando os juros voltarem a subir e for preciso digerir o défice. Mas enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Aproveitem.

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