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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A fórmula do superministro

Teixeira dos Santos é o superministro deste Governo e agora tutela um autêntico conselho de administração, com sete secretários de Estado.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 12 de Julho de 2009 às 00:30

 A junção da pasta que tutela a Economia com as Finanças é uma ideia que faz sentido, apesar de a última experiência com Pina Moura não ter deixado saudades. A fórmula é usada em diversos Estados europeus, e o País até pode ganhar se o ministro responsável pelo equilíbrio orçamental acompanhar também a economia real e a competitividade das empresas. Por outro lado, a fusão de dois importantes ministérios é um caminho para o emagrecimento do Governo. Executivos com mais de 15 ministros para um país da dimensão de Portugal é excessivo. Belmiro de Azevedo costumava dizer que um Governo com dez ministros chegava.

Muitos consumidores queixaram-se de os bancos terem subido os ‘spreads’ para compensar a baixa da Euribor. Por causa desses abusos, o Governo aprovou na quinta-feira um decreto--lei que limita fortemente a possibilidade de os bancos aumentarem a margem de lucro mesmo quando os clientes não cumprem as condições acordadas.

A crise diminuiu o défice comercial. As exportações baixaram menos que as importações e entre Fevereiro e Abril o país ‘poupou’ 1,89 mil milhões de euros, face a igual período do ano anterior.

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