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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Setembro de 2013 às 01:00

A partir da II Guerra Mundial a Venezuela, África do Sul e América do Norte começaram a ser os destinos. O início da guerra em África levou os portugueses para a Europa, sobretudo a França.

Hoje em dia, percebe-se o rumo para a nossa emigração; ela vai para onde pode, concentrando-se nas camadas mais jovens, e no seio destes, os mais capazes, arrojados e adaptáveis a novas realidades.

Esta fuga das nossas futuras elites não é apenas uma perda pontual para os presente e futuro de Portugal; ela obriga-nos a refletir sobre uma questão essencial que se prende com a natureza do processo educativo.

Este, é pago na sua maior percentagem pelo Estado, sendo a contribuição das propinas uma fração pouco expressiva no montante global que custa cada aluno, nomeadamente no Ensino Superior.

E se os portugueses, no seu conjunto e através dos impostos, pagam a educação dos seus filhos, fazem-no na presunção de que eles um dia, quando acabarem a sua formação académica, irão trabalhar e daí decorrerão benefícios para todos; o Estado que arrecadará mais impostos, as famílias que justificarão o seu esforço pretérito e o todo nacional já que mais cidadãos contribuirão para o aumento da riqueza do País.

Esta saída par o exterior do País, sem datas marcadas de regresso, colocam-
-nos assim um problema crucial: nós portugueses pagamos o custo da educação dos nossos filhos, mas o benefício que advém do seu trabalho será para outros que nada contribuíram para esse esforço de os educar. Nós pagamos, os outros lá fora lucram com isso.

Estamos, por isso, perante um problema sério que não podemos ignorar. Vamos então deixar de educar os nossos jovens? Claro que não! Vamos obrigar os que aqui foram educados mas que irão trabalhar para o estrangeiro a contribuírem para o esforço financeiro que Portugal fez? Não é crível nem fácil de assumir e de realizar! Vamos esquecer tudo isto e continuar como se nada acontecesse? Também não podemos. Que fazer então? Julgo que antes de fazer, é preciso pensarmos com sentido nacional, solidário e racional.

Querer solucionar rapidamente alguns problemas pode ser um erro !

Mas que o problema existe, existe!

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