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Correio da Manhã

Opinião
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José Rodrigues

A grande dissimulação

Quando Paulo Portas lançou a ‘bomba’ da sua demissão "irrevogável" do Governo, ninguém imaginava sequer que a crise então provocada teria o desfecho que teve.

José Rodrigues 8 de Julho de 2013 às 01:00

Portas não só se manteve no Governo como recebeu de Passos quase tudo: o cargo de vice-primeiro--ministro, a responsabilidade pela coordenação económica, o relacionamento com a troika e a elaboração das linhas mestras da reforma do Estado, para lá do reforço do peso do seu partido no Executivo, nomeadamente com a conquista da pasta da Economia. Parece caso para dizer que a birra e a irresponsabilidade compensam…

Na verdade, o dano causado na imagem do novo ‘homem forte’ do Governo é irreparável. Argumente o que argumentar sobre o recuo, ninguém voltará a acreditar na sua palavra. E a sua permanência no Governo (como aliás a renovação da coligação) ficará, de acordo com a sua própria definição (veja-se o anúncio de demissão), como a grande dissimulação.

Além disso, o ‘benefício’ dado ao infrator ameaça virar-se contra ele próprio. Desde logo porque Portas, agora no controlo de áreas fundamentais, já não poderá tentar a habitual jogada de descartar-se das medidas impopulares do Executivo como se não fizesse parte dele…

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