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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Dezembro de 2010 às 00:30

A divulgação feita ontem, na imprensa espanhola, dos despachos da Embaixada norte-americana sobre o BCP deparam-se com este problema. Uma de duas pessoas mente: ou a conselheira política e económica da embaixada que relatou em telegrama que o BCP faria espionagem de clientes iranianos para os Estados Unidos; ou Carlos Santos Ferreira que diz que mais não fez do que avaliar uma oportunidade de negócio que nunca chegou a realizar-se.

Se o presidente do BCP fez o que está relatado, tem de demitir-se e ser investigado, pois propôs-se cometer uma ilegalidade. Se, ao contrário, foi a conselheira da embaixada americana em Lisboa quem delirou, então é atentado à honra e à instituição. A partir daqui, é conjectura e especulação, pois dificilmente se poderá provar que uma coisa ou a outra são verdade.

O BCP pode sair mal desta história. A Embaixada norte--americana já saiu.

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