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João Vaz

A greve geral do dia 24

Há 100 anos, a greve geral era vista como o último passo para a revolução e a tomada do poder. Hoje, é o primeiro passo que as centrais sindicais nascidas de interesses partidários diferentes encontram para protestar contra medidas governamentais de executivos eleitos democraticamente.

João Vaz 20 de Novembro de 2011 às 01:00

 

Há 100 anos, pensava-se que, para ser decisiva, uma greve geral devia conseguir a adesão de funcionários públicos e parar alguns serviços do Estado. Hoje, as greves gerais da CGTP e UGT são sobretudo de funcionários públicos e dos sectores estatizados da economia, e quem sofre as consequências são os cidadãos. A greve geral afecta sobremaneira quem paga impostos e serviços e neste dia não é servido. Só não prejudica os especuladores financeiros da dívida porque cobram na mesma juros a Portugal, esteja o País em greve ou a trabalhar.

Os líderes da CGTP e da UGT, o investigador de Ciências Sociais Carvalho da Silva e o investigador auxiliar do INETI João Proença, não descobrem melhor do que a greve geral para atacar a crise. Imagino que alguém a viver 100 anos atrás sinta um orgasmo revolucionário. No mais, a greve geral é absoluta demagogia. E logo num dia 24, a evocar o pior.

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