Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

A guerra civil do PSD

O PSD vai a eleições e o que sobra de verdadeiramente importante para o partido e o País!? Debate? Propostas credíveis? A esperança que saia das directas um partido dinamizado e capaz de construir uma verdadeira alternativa de Governo? Uma direcção renovada e com capacidade de abrir espaço para novos protagonistas?

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 26 de Setembro de 2007 às 00:00
Todas as respostas são negativas. As candidaturas fecharam-se sobre si próprias, não debateram os grandes temas – economia, segurança social, justiça, saúde, novas tecnologias, emagrecimento mas mais eficácia do Estado. Nenhum dos candidatos conseguiu mais do que provocar uma impressão genérica de superficialidade ou mesmo de confirmação que representam muito do que a política hoje tem de mau.
No estado pantanoso em que se encontra a democracia portuguesa é essencial que as alternativas de poder contemplem programas diferenciadores de quem governa. É essencial que se perceba no vigor de um discurso propostas que rompam com um ‘status quo’ de mera concertação de interesses particulares ou de grupo. Nada disso se viu e a síntese mais perfeita desta guerra civil vem mesmo de Nuno Morais Sarmento quando diz que tem sido “maus de mais”.
Para o PSD mas também para o País, que necessita de um PSD reformista, credível, apostado numa ruptura ética, liderado por novos protagonistas, que os tem entre profissionais liberais, altos quadros da administração, gestores e empresários, mas que não vêem no actual panorama qualquer motivação para se dedicarem à vida partidária.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)