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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Junho de 2004 às 00:00
E o País vê e assusta-se com a cultura do laxismo, a ignorância reinante, a falta de vontade de estudo e de rigor. Mais ainda com o transformar da mais importante forma de transmissão do conhecimento numa desorganização caótica, com poucos mestres e quase nenhuns ideais, que nos seus esquemas corporativos funciona como paraíso do subemprego.
Há umas semanas, o fiasco das listas de colocação de professores foi uma vergonha. Sem explicação, nem responsáveis. E em que a indignação ficou empedernida quando se resolveu tudo com o reclamar da demissão do ministro.
Ontem, mais uma vergonha. No exame do 12.º ano de História, o enunciado erra no nome do presidente da República em funções a 1 de Janeiro de 1977. Não se tratasse do exame de História e o caso até podia passar por gralha. Mas nesta disciplina o significado é diferente. Quem estuda História aprende a importância da crítica interna e externa de um documento. De como não se podem deixar passar erros grosseiros como é o caso.
Pior ainda do que o erro só a atitude de quem minoriza o erro. Porque manda a História às urtigas e promove a falta de rigor, origem de todos os males que prejudicam o ensino e lesam o País.
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