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Correio da Manhã

Opinião
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9 de Julho de 2004 às 00:00
Já ninguém acredita que a decisão seja outra que não a de dissolução do Parlamento, com a consequente antecipação de eleições legislativas.
Como o fim da crise anunciado por Constâncio ainda não desceu às famílias, a insatisfação genuína e a onda mediática farão mudar os tons dominantes do Parlamento. Não o suficiente para que Ferro e seus pares possam governar sozinhos. A fasquia já colocada na maioria absoluta vale o que vale – nada.
Com a dissolução, Sampaio devolve a democracia à adolescência. Mas dá resposta positiva ao apelo pungente dos seus velhos camaradas nesta vertigem que subitamente assaltou o saco de gatos donde emanará uma coligação das esquerdas.
Por estes dias, Jorge Sampaio conseguirá sublinhar o seu lugar na nossa História. Rezemos que apenas numa nota de rodapé.
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