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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

A hora de cumprir

Com o desafio ao 'compromisso de salvação nacional', o Presidente da República mostrou arrependimento de não ter forçado uma convivência institucional entre os partidos subscritores do memorando da troika, logo após as eleições de junho 2011.

João Vaz 14 de Julho de 2013 às 01:00

A votação dos portugueses deu, na altura, uma esmagadora maioria de 78,4% ao PSD, PS e CDS. Os anti-troika com representação parlamentar valiam 13%, pouco mais do que os 11,7% do partido de Portas.

O imenso capital político não serviu para tratar de pagar a dívida deixada por Sócrates. Numa cena de delirante autofagia, os líderes partidários comportaram-se como ratos à volta de um queijo. Os resultados estão à vista. Em vez de reformas estruturais, a economia piorou e o desemprego subiu. Não se interessaram por Portugal. Desataram a disputar os despojos. Chegou o momento de recuperar o tempo perdido. Um compromisso não é uma ‘meia desfeita’ dos restos de uma bacalhauzada, nem uma salada russa. O compromisso é o alimento de uma política moral que satisfaz o senso comum, e se faz de disciplina, racionalidade e eficiência. Cabe aos líderes partidários mostrarem se estão ao nível do desafio.

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