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Correio da Manhã

Opinião
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Pedro Santana Lopes

A importância de falar primeiro com os chefes

Ter sentido de Estado implica saber distinguir o acessório do essencial, o menos relevante do importante.

Pedro Santana Lopes 6 de Setembro de 2013 às 01:00

Deve ser salientada a importância do périplo que o Vice-Primeiro Ministro, Paulo Portas, e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, decidiram fazer pelas cidades onde estão situadas as sedes dos membros da Troika. Antes das tão relevantes 8ª e 9ª avaliações e tendo em conta os indicadores portugueses e europeus sobre a previsível saída da recessão económica, importa definir previamente os pressupostos e os termos pelos quais se deverá desenvolver o trabalho dessa entidade a partir da próxima semana.

Ao contrário do que alguns disseram, é bom ver unidos nesta missão internacional em defesa dos interesses de Portugal duas pessoas de quem se dizia terem posições diferentes em algumas matérias. Julgo que a questão deve ser colocada exatamente ao contrário, não ser motivo de crítica, mas de elogio, essa convergência depois de qualquer diferença que tenha eventualmente existido.

Não tenho conhecimento de nenhum motivo ponderoso que tornasse impossível o trabalho em conjunto. Mas mesmo que assim fosse, a política que vale a pena é exatamente a que tem sentido de Estado. Ter sentido de Estado implica, também, saber distinguir o acessório do essencial, o menos relevante do mais importante.

Quem queria que o tempo de vida deste Governo tivesse acabado na crise política de junho estranhará esta missão conjunta. Quem fez tudo para que isso não acontecesse, mas, pelo contrário, preferiu a continuidade do Governo renovado e apoiou a remodelação decidida pelo Primeiro Ministro pode ficar contente por ver a equipa a funcionar bem. Ao fim e ao cabo, estou convencido de que é isso que, para lá das diferenças, é sentido pela generalidade dos portugueses.

A menos de um ano da saída da Troika é fundamental que o país se comece a preparar para esse novo quadro. Estou convencido que todos os que querem bem à sua Pátria tudo farão para que Portugal recupere a parcela de soberania que, de algum modo, foi atingida com o pedido de apoio externo à nossa economia e às nossas contas públicas.

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