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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

A justiça da 'Face Oculta'

A Polícia Judiciária de Aveiro concluiu a investigação da ‘Face Oculta’ e entregou--a ao Ministério Público, que vai proferir a acusação até ao próximo dia 28. Para o debate sobre a justiça, os factos são simples: a investigação respeitou todos os prazos e não ignorou nenhum facto susceptível de ser tratado como manda a lei processual penal.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 14 de Outubro de 2010 às 00:30

Num País cheio de filhos e enteados, a comarca do Baixo Vouga fez o que mandam todas as regras: não olhou a alguma especial qualidade de alguns arguidos, não se deixou intimidar pelas pressões e respeitou escrupulosamente os prazos impostos pela lei. A justiça representada pela ‘Face Oculta’ dignifica a própria justiça. Atacados a partir de centros nevrálgicos do poder político e judicial, os homens de Aveiro foram os únicos que mantiveram o bom senso, o rigor e a seriedade que devem estar associados ao serviço e ao bem públicos.

Mesmo quando o Governo e o PS os atacaram com teses inacreditáveis de espionagem política e com a verborreia inclassificável dos direitos fundamentais – como se vivêssemos a longa noite fascista –, os investigadores de Aveiro limitaram-se a cumprir o seu dever. Se mais gente cumprisse o seu dever como eles, e pelos mesmos padrões éticos, talvez Portugal fosse um País melhor. Por cá, no entanto, vive-se melhor mentindo, manipulando, atirando poeira para os olhos alheios.

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