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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Março de 2005 às 00:00
Daí que qualquer pessoa se sinta particularmente impressionada perante quem luta pela vida. Contra a miséria, contra a doença, contra a injustiça. O conhecimento pessoal de qualquer destas situações deixa-nos sempre profundas marcas. Desperta a nossa sensibilidade, a nossa solidariedade, a nossa revolta. São os melhores sentimentos do homem que se exaltam ao contrário do que acontece com a morte que só gera dor, solidão e angústia.
É pela lição de luta pela vida que o Papa João Paulo II emociona até às lágrimas os fiéis católicos e as pessoas simplesmente sensíveis. Ontem, o seu esforço para falar antes da bênção ‘Urbi et Orbi’ foi incapaz de produzir uma só palavra. Mas a comunicação passou directa aos corações. Tão clara como há mais de 26 anos, quando chegou a Papa, com a frase “Não tenhais medo” que se revelou capaz, como está nos evangelhos, de “renovar a face da Terra”.
A vida não permite resignação. É uma luta permanente contra a morte a que nunca se rende. Ouvida a lição de João Paulo II, só se pode ser sempre pela vida.
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