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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Novembro de 2005 às 00:00
A violência começou em Clichy-sous-Bois, depois de dois adolescentes magrebinos terem morrido electrocutados quando alegadamente fugiam da polícia – chamada nas últimas semanas a reforçar a segurança nos bairros mais complicados. A ordem partiu do ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, de forma a intensificar a vigilância (de prevenção, como deve ser) contra a criminalidade e o terrorismo. Os marginais não gostaram e desataram a incendiar automóveis e a atacar a polícia com pedras e 'cocktails molotov'.
O alastrar dos distúrbios abriu um debate político em França e até o presidente Jacques Chirac já interveio. Mas fê-lo – talvez porque detesta Sarkozy – da pior maneira. "A lei deve ser firmemente aplicada num espírito de diálogo e respeito. A falta de diálogo e a escalada do desrespeito podem levar a uma situação perigosa", disse Chirac, bem ao jeito de Francisco Louçã. Mas como é que se pode dialogar com quem tem graves dificuldades em cumprir as regras do país que os acolheu?
Portugal tem muitos pontos de contacto com a realidade francesa, pelo que é urgente começar a defender os que cumprem e a penalizar os que não, enquanto a Cova da Moura e o Bairro São de Deus são ainda meros projectos do que está a acontecer em França.
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