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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Junho de 2006 às 00:00
Ninguém discute o seu mérito como jogador importante na aquisição de equilíbrio táctico. Acontece que Costinha foi de encontro ao desejo de Pinto da Costa em não abandonar os ‘dragões’ quando outros o fizeram na sua (nova) condição de campeões europeus, mas a sua saída estava aprazada. Moscovo foi o destino. Não havia outro melhor na circunstância.
As coisas não correram bem a Costinha na Rússia e o jogador, que fora importante no Euro’2004, beneficiou da confiança que Scolari nele sempre depositou. Apesar de parado há muito, o seleccionador nacional apostou na reabilitação física e está a fazer tudo para fundamentar a utilização. Contra todas as previsões deducentes da decantada obstinação do seleccionador, Costinha não foi titular com Angola.
Ele sabe que está neste Mundial em condições muito especiais. Deve fidelidade como quase todos os jogadores, que interiorizam a lógica do favor em ‘espírito de família’.
Dizia, ontem, Costinha que os clubes mandavam na Selecção e Scolari acabou com isso. Ninguém deseja o regresso ao passado (Humberto era refém dos jogadores; António Oliveira de outros interesses), mas se temos com Scolari a afirmação da liderança do treinador – o que é bom – isso não lhe dá o direito de não explicar, perante os portugueses, as suas opções. Tão simples quanto isto.
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