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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco J. Gonçalves

A ministra que não o foi

Isabel Alçada foi chamada a prestar esclarecimentos sobre a Parque Escolar e isso é uma injustiça. Que Maria de Lurdes Rodrigues responda pelo que fez, entende-se. Fez muito, tinha um projecto e deu a cara por ele. Pena que tenha sobretudo desacreditado os professores (com extrema eficácia), enquanto à margem ajudou amigos a receber milhares do Estado sem trabalhar. Ou seja, não poupou, redistribuiu.

Francisco J. Gonçalves 18 de Abril de 2012 às 01:00

Já Isabel Alçada, na verdade, não esteve lá. Teve uma aventura no sítio errado. Foi um interlúdio ficcional para amaciar a realidade lúgubre da antecessora. Foi uma pseudoministra, e por duas razões: por nada ter feito e por ter desempenhado o cargo com nome artístico (herdado do primeiro marido e hoje ‘inexistente' na vida real).

A ministra pseudónima funcionou como cartaz ambulante das suas aventuras literárias e mostrou, ao ser a única ministra de que há memória designada pelo pseudónimo, que governar em Portugal é uma espécie de futebol, sendo ela, Alçada, uma espécie de Nuno Gomes ou Maniche da política (mas com menos talento). Pergunto-me: terá assinado documentos oficiais com o nome literário? E, se o fez, terão validade legal?

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