Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
6
28 de Agosto de 2013 às 01:00

Com a morte de António Borges, Portugal perde alguém que não se submetia ao politicamente correto e dizia o que pensava sem papas na língua.

Concorde-se ou não com as ideias que defendia, Borges teve a coragem de combater a hipocrisia num país de falinhas mansas e facadas nas costas. Num sistema em que o PS é social-democrata e tem o PSD como principal alternativa, Borges cometeu a façanha de se assumir como liberal. Sem aspas.

É por tudo isto ainda mais repugnante o aproveitamento político que se gerou à volta das condolências públicas de Cavaco Silva a propósito do desaparecimento do economista - e das condolências privadas que enviou às famílias dos bombeiros que morreram no combate aos fogos.

A melhor homenagem a António Borges, talvez tenha sido dada pelo ministro da Economia, Pires de Lima, quando disse que "o Estado não tem vocação para apoiar ‘business plans' de empresas privadas". Como Borges sempre insistiu e a triste realidade comprovou, o Estado não é um bom gestor.

Paulo Pinto Mascarenhas António Norges morte Estado PS PSD
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)