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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

A morte de Sá Carneiro

Camarate tornou-se uma questão de fé. Engrossou a cada ano o grupo dos que acreditam que houve um atentado na origem da queda do avião que matou Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, António Patrício Gouveia, suas mulheres e pilotos.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 5 de Dezembro de 2010 às 00:30

Aumentou, também, a crença de que o atentado era dirigido contra Amaro da Costa, ministro da Defesa, por investigar o fundo que servia para fazer face às despesas da Guerra Colonial. Este fundo, diga-se, encontrava-se numa situação peculiar: passados oito anos do fim da guerra ainda se encontrava disperso por vários bancos e tinha cerca de um milhão de contos. Entre os defensores da tese do acidente há quem se agarre à racionalidade das provas e ao facto de o avião ‘Cessna’ ter já um ‘cadastro’ conhecido de problemas técnicos. Compreende-se que assim seja mas à luz destes trinta anos permanecem coisas aparentemente insignificantes por entender.

O primeiro responsável pela investigação, inspector Pedro Amaral, foi afastado ao fim de uma semana. O que fez? Limitou-se a reportar os indícios recolhidos que poderiam indicar um atentado ou um acidente. Apresentou a dúvida racional mas não lhe foi consentida. Porque terá isso sido assim? Porque é que nunca ninguém explicou essa decisão? Algum dia saberemos? Dúvidas demasiado inquietantes...

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