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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A nova pobreza

Foi um médico quem melhor atirou a pedra ao charco no congresso dos economistas que decorre no Funchal. Numa plateia em que abundavam responsáveis políticos, antigos e actuais, e putativos ministros de futuros governos, Fernando Nobre, fundador da AMI, foi directo ao assunto: "É uma vergonha a pobreza que temos em Portugal", disse, e levantou questões relacionadas com as dificuldades de aumento do salário mínimo.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 24 de Outubro de 2009 às 00:30

"Quem é que nesta sala consegue viver com 450 euros?" Fernando Nobre lembra que se não fossem os apoios sociais e os diversos subsídios a pobreza em Portugal não estaria nos 18% oficiais, mas nos 40%, o que significa que dois em cada cinco portugueses estão em risco de pobreza.

Entre os novos pobres estão os jovens sub-30, milhares com curso superior, mas que ainda assim são as principais vítimas do desemprego ou do emprego precário mal remunerado. Milhares emigram para fugir à triste sina de não ter esperança neste país.

Fernando Nobre defende que é preciso redistribuir melhor a riqueza, mas isso só pode acontecer se houver riqueza para partilhar. O problema de Portugal é precisamente a anemia que trava o crescimento da riqueza. E enquanto o PIB não evoluir favoravelmente, não há milagre que impeça a pobreza e migração dos jovens mais capazes.

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