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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A ocasião faz o ladrão

Há um ditado popular que diz "a ocasião faz o ladrão", e a julgar pelo que se passa na contratação pública e atribuição de benefícios do Estado há muitas ocasiões para o dinheiro dos contribuintes ser desviado.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 18 de Julho de 2009 às 00:30

O Conselho de Prevenção da Corrupção, liderado por Guilherme d’Oliveira Martins, fez um estudo e chegou à conclusão de que há a tendência de atribuição de benefícios públicos sem fundamentar a decisão e sem apontar os critérios de salvaguarda do interesse público: igualdade, proporcionalidade e livre concorrência.

Todos sabemos que os concursos públicos, os contratos de concessão e os licenciamentos imobiliários são a força motriz da grande corrupção em Portugal. Um fenómeno que enriquece um pequeno grupo, financia partidos políticos, mas que é caro para o País e para a grande maioria dos portugueses que pagam a conta e são prejudicados por serviços públicos mais deficientes por causa deste cancro que mina a democracia. Não são apenas os erros e omissões no momento da atribuição dos concursos que facilitam a corrupção. As leis também foram feitas para dificultar a investigação e tornar quase impossível a condenação dos ricos suspeitos de crimes de colarinho branco. É por isso que há tão poucos corruptos condenados, enquanto a percepção da corrupção é elevada.

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