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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

A oitava vida de Portas

Portas devia agradecer a todos os seus adversários pois possibilitaram-lhe algo inédito desde que deixou o centro de sondagens da Moderna: que não se queixe das ditas.

Joana Amaral Dias 14 de Maio de 2011 às 00:30

A esquerda tem estado preocupada em disparar sobre o PS e PSD. Já Sócrates aparece, naturalmente, enquanto o responsável pela crise e P. Coelho como um pasmo. Ambos, porque podem precisar de Portas, atacam-se mutuamente e poupam-no, embora razões para o criticar não faltem: os escândalos associados à sua passagem pelo governo, as contradições face aos PEC e à troika, a manipulação de dados nos debates. Enfim, o ex-ministro da Defesa tem sido protegido. Por isso, recentemente dizia que aspirava ser primeiro-ministro. Como em todas as legislativas, todos aspiram. A diferença é que Portas pode afirmá-lo e ninguém se ri, a não ser ele mesmo. E é de prazer.

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