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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Outubro de 2010 às 00:30

Será que Pedro Passos Coelho vai mesmo votar contra o Orçamento do Estado? E se o Orçamento não for aprovado, será que José Sócrates cumpre a promessa de se demitir? O que faz o Presidente da República, sabendo--se que não pode convocar eleições antecipadas? Será que Cavaco Silva aceita a demissão de Sócrates e pede ao PS que indique outro possível candidato a primeiro-ministro? Ou deixa este governo em gestão até Junho de 2011?

Perante um cenário de crescente instabilidade política e social, será que o Fundo Monetário Internacional aterra finalmente no aeroporto de Lisboa? E chega a tempo de retirar o País da bancarrota?

Todos estes segredos deverão ser revelados até finais de Outubro, meados de Novembro. O presidente do PSD tem, neste momento, o papel mais ingrato. Passos Coelho esticou tanto a corda no confronto com o secretário-geral do PS que será sempre criticado, quer viabilize o Orçamento quer o resolva chumbar.

Enquanto os líderes dos dois maiores partidos se entretêm nestes jogos florais, o País caminha em passo acelerado para o abismo. Portugal pode não resistir ao reality show de José Sócrates e Passos Coelho. No final desta casa dos segredos só vão sobrar derrotados. A começar pelos portugueses que terão sempre de pagar a factura. Mais tarde ou mais cedo.

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