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Correio da Manhã

Opinião
19 de Março de 2011 às 00:30

A força da palavra acentuou-se na sociedade da comunicação ao mesmo tempo que se assiste a uma crescente confusão do sentido das palavras e a um uso marcadamente e impudicamente instrumental do alcance das mesmas. O uso desenvolto da palavra torna-se sempre instrumento de poder na sociedade.

Conscientes disso defendem alguns, tão inflamadamente, o silêncio dos magistrados.

É certo que aos juízes assiste um dever de reserva e uma especial contenção no uso público da palavra, mas tal não implica o seu alheamento da vida da sociedade ou a renúncia aos seus direitos de cidadania, (entre eles a liberdade de expressão), consagrados na Constituição.

Muitos gostariam, à boa maneira do antigamente, que os juízes fossem seres inanimados, aplicadores acríticos da lei, conformados com o politicamente correcto.

Inanimado, conservado à temperatura e à pressão normal, só o metro-padrão, numa redoma de vidro, no museu de pesos e medidas, em Sèvres, próximo de Paris.

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