A Política da destruição

Carlos Moedas

A Política da destruição

Não fomos capazes de construir uma globalização que beneficiasse todos os segmentos da sociedade.
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Por Carlos Moedas|07.12.18
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No fim de semana passado estive em Paris e senti de perto os tumultos criados pelos chamados "coletes amarelos".

Nunca tinha visto nada assim na minha vida: carros virados ao contrário na avenida Kleber, idosos a correrem assustados pelas ruas, lojas a saque em que os criminosos, com desdém pelas autoridades, exibiam orgulhosamente aquilo que tinham roubado.

Este tipo de manifestações violentas não augura nada de bom para o nosso futuro e deixa-nos naturalmente inquietos. A antiga dicotomia "esquerda" e "direita" parece estar a mudar para uma nova dicotomia entre um mundo aberto ou fechado. Em que aquilo que divide não é uma ideologia, mas a revolta contra o sistema. É sempre mais preocupante quando o que divide não são ideias, mas sim a rejeição de todo um sistema.

Aquilo que vimos em Paris este fim de semana foi isso mesmo. Os grupos de vândalos tanto podiam ser de extrema-esquerda como de extrema-direita. Mas partilham o objetivo de destruir o regime.

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