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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A presa frágil

Portugal tornou-se a presa frágil das agências de rating. Ontem foi a vez de a Fitch fazer estragos, ao alertar para nova descida da nota de crédito atribuída a Portugal na ausência de auxílio financeiro de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 31 de Março de 2011 às 00:30

 A mesma casa baixou em dois níveis a nota da Caixa Geral de Depósitos, que está agora apenas a um nível superior ao de lixo financeiro, e deu sinais de corte de notas para os outros bancos, além de indiciar problemas de financiamento para grandes empresas nacionais. A solução dos bancos e das empresas para sobreviverem a este furacão vai ser vender activos a preço de saldo. Ou seja, fazem o mesmo que as famílias que estão a vender os anéis para terem mais algumas centenas de euros.

Num País endividado e depois de tanto aperto de cinto das famílias e das empresas, estes avisos das casas de rating indiciam tempos austeros, que lamentavelmente cercearão as boas empresas e os bons projectos de investimento, tornado assim o País mais pobre e o exército de desempregados cada vez maior.

A crise financeira do Estado arrastou a economia e secou a torneira do dinheiro para Portugal. Por isso, nestes tempos de austeridade ainda, se exige mais rigor ao Estado. Ainda bem que a assembleia chumbou ontem os novos limites para ajuste directo: uma das razões que levaram Portugal ao descrédito foi a falta de transparência.

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