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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

A pressa de Seguro

Há grande responsabilidade de Passos Coelho e de Miguel Relvas no extraordinário afastamento do PS de António José Seguro da imagem de partido signatário do memorando da troika.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 27 de Julho de 2013 às 01:00

Durante quase dois anos, o Governo não dialogou com o líder da oposição. Enquanto seguia a dança de privatizações e nomeações, Seguro ficava na confortável posição de fora de jogo. Passos e Relvas repartiam o pote e Portas satisfazia-se com a discreta nomeação de boys para cargos públicos.

Assim, com este autismo político de Passos e Relvas, se perdeu o tempo certo - o início da legislatura - para reformar o Estado e rever a Constituição. Onde a mera introdução de um limite injuntivo ao défice impediria algumas interpretações recentes do Tribunal Constitucional, com os juízes a decidirem em seu favor e em causa própria, num absoluto despudor.

Mas o tempo do comprometimento entre partidos passou muito antes de Cavaco usar a jogada de Portas para reafirmar o seu poder.

O tempo passou, e Seguro, de súbito, exigiu eleições antecipadas. Promete vacas menos magras.

Promessa possível pois o ambiente económico começará a mudar na Europa a partir de outubro.

Seguro teve os sinais e logo correu contra o tempo. Se as mais secretas previsões estiverem corretas - e queira Deus, por todos nós, que estejam -, o crescimento económico chegará, lento, no último trimestre deste triste ano. Se assim for, nem um bom resultado nas autárquicas valerá ao atual líder do PS. Que procurará um novo rosto, enquanto Portas colhe louros na roleta da sorte.

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