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Correio da Manhã

Opinião
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José Rodrigues

A procissão vai no adro

Já estão aí os protestos contra as duras medidas de austeridade (que hoje serão reveladas com a apresentação do Orçamento para 2012), mas podemos seguramente dizer que a procissão ainda vai no adro. A manifestação (de sábado) dos ‘indignados’, que não teve a expressão que se esperaria num país forçado aos sacrifícios mais penosos das últimas décadas, foi apenas o primeiro sinal de um descontentamento que vai inevitavelmente crescer.

José Rodrigues 17 de Outubro de 2011 às 01:00

A verdade é que o impacto das medidas impostas pelo Governo só começará a fazer-se sentir a partir do final do ano, nomeadamente com o corte de metade do subsídio de Natal, e logo a seguir o congelamento de salários e pensões, aumento de impostos, mais despedimentos, etc, etc. Entre os mais duramente atingidos estarão os funcionários públicos, para os quais já foi prometido o corte dos subsídios de férias e de Natal durante dois anos, pelo que é de prever uma onda de greves que, além de se traduzirem em perdas financeiras, tornarão a nossa vida ainda mais difícil.

Mas, para lá dos funcionários públicos, serão muitos, demasiados, os portugueses com motivos para se indignarem. E se à revolta se juntar a desesperança, o Governo, aí sim, terá razões para temer tumultos.

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