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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A profecia falhada

Amanhã é 23 de setembro, o dia em que a profecia de 2012 de Vítor Gaspar indicava como a mítica data de regresso aos mercados. Gaspar já não manda no Terreiro do Paço e a profecia falhou.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 22 de Setembro de 2013 às 01:00

Provavelmente o regresso em condições de normalidade aos mercados parece hoje mais distante, com as taxas de juro de longo prazo no patamar dos 7% e nos prazos mais curtos os credores a exigirem prémios de risco usurários. A crise política de verão e a imagem do País incapaz de controlar a despesa contribuíram para esta penalização, num período de acalmia nos mercados internacionais. Com o nível de dívida tão alto e a pressão tão elevada de amortizações, Portugal continuará a precisar de tutela externa depois do próximo verão.

 

O perigo de contágio de um segundo resgate a Portugal é real, por isso é natural que a continuação da tutela externa tenha um nome mais suave, como prolongamento de ajuda ou programa cautelar, à moda da Irlanda. A imagem do segundo resgate à maneira grega seria uma tragédia com efeitos devastadores.

 

A ideia do perdão parcial da dívida parece simpática, mas na prática seria trágica: os bancos iriam à falência. E o dinheiro para pagar reformas no futuro desapareceria.

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