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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

A propósito do caso BPP

O raide de buscas ao BPP para apanhar os milhões que andam a saltar de offshore em offshore tem um efeito simbólico muito positivo para a imagem da Justiça. Na sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República assumiu que as buscas visavam evitar a "dissipação do património", ou seja, garantir que os milhões não se esfumassem de vez.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 7 de Junho de 2009 às 00:30

As diligências foram feitas em tempo real, para acautelar danos futuros, quer em matéria de destruição da prova quer da reparação de prejuízos dos clientes do banco ou do próprio Estado se vier a meter dinheiro no BPP.

Este inquérito, ao contrário de muitos outros, deverá ter condições para uma rápida conclusão, o que dignificará muito os órgãos de investigação criminal, mas não só. Tem havido uma actuação muito concertada entre a CMVM, a famosa ‘polícia da Bolsa’, o Ministério Público, a Polícia Judiciária e o Fisco. Isto resulta, em grande medida, do trabalho de especialização, funcionamento em rede com todas as entidades que interessam, alargamento dos pontos de contacto nas comarcas, da boa gestão de informação que está a ser feita na 9ª secção do DIAP, mesmo nas conhecidas condições adversas em matéria de meios e leis de combate ao crime económico. Ali, as palavras dos críticos da Justiça, algumas de confrangedora ignorância, não encontram o mínimo eco. Um exemplo sempre a reter!

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