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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A queda dos banqueiros

A Câmara dos Representantes deu ontem luz verde ao plano da administração Bush de resgatar 700 mil milhões de dólares de crédito tóxico. O plano não é perfeito, nem resolverá a crise, mas se fosse chumbado entraríamos numa espiral de pânico financeiro que custaria ainda muito mais à economia mundial. Trata-se de um antibiótico que pode evitar que as bactérias da crise se multipliquem mais.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 4 de Outubro de 2008 às 00:30

O valor de crédito resgatado equivale a cerca de três vezes o PIB gerado em Portugal. Por cada cidadão americano está em jogo um cheque de cerca de 2300 dólares. É muito dinheiro e é natural que os contribuintes olhem para o pacote Paulson como um pára-quedas de ouro para pagar a irresponsabilidade dos altos executivos de Wall Street.

A actual crise não será a queda do muro de Berlim do capitalismo, mas a imagem dos gestores de topo com salários milionários graças a uma gestão orientada por resultados maquilhados nos relatórios saiu danificada. Carlos Tavares, presidente da CMVM, dizia ontem ao ‘Jornal de Negócios’ que os prémios aos gestores foram perversos".

O primeiro-ministro luxemburguês, Juncker, que pagou parte da nacionalização do Fortis, usou uma frase lapidar: "Tenho pela profissão de banqueiro exactamente a mesma consideração que os banqueiros têm pela minha – próximo de zero".

 

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