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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

A receita amarga

Teixeira dos Santos tem uma missão difícil com o Orçamento. Com a economia a crescer poucas décimas e com sinais de travagem para 2011, vai necessariamente apresentar um Orçamento que aponte no caminho do aperto do cinto para famílias e empresas.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 12 de Setembro de 2010 às 00:30

Com a estrutura de despesa do Estado tão rígida e tendo de cumprir apertados limites de redução do défice, é inevitável que o caminho passe pelo aumento dos impostos. Pode não ser um aumento de taxas. Provavelmente consistirá num corte de deduções. Aliás, os contribuintes têm sido sempre os financiadores dos sucessivos ataques ao desequilíbrio das contas públicas. No próximo ano, por cada 4 euros de redução de défice 3 devem ser dos impostos e apenas 1 da poupança do Estado.

O Banco de Portugal junta--se aos banqueiros na preocupação sobre o oçamento do Estado. Uma proposta que não dê sinais de redução de défice, ou que suscite dificuldades para a sua aprovação no Parlamento, cria à Banca dificuldades acrescidas, porque torna mais caro e mais raro o dinheiro disponível para a economia nacional.

O medo de Portugal dar a imagem do pior aluno do euro vai aumentar a pressão sobre Governo e PSD para que não haja muitos dramas políticos no Orçamento com reflexos externos nos mercados financeiros.

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