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Carlos Anjos

A reforma das polícias

A proposta apresentada pelo PSD para a reforma das forças de segurança em Portugal está nos antípodas daquilo que entendo ser o ideal para um país.

Carlos Anjos 3 de Junho de 2011 às 00:30

Não acredito, hoje de forma ainda mais convicto, que a solução passe por unificar polícias com culturas organizacionais completamente diferentes.

Aliás, o facto é que Portugal é dos países que menor número de polícias generalistas tem. Por outro lado, misturar no mesmo caldeirão conceitos como segurança, investigação criminal e informação pode ser dramático, mesmo para o Estado de Direito.

Mas o importante é saber primeiro se o modelo agora proposto é melhor do que o que temos. E sinceramente, penso que não. O modelo proposto, no caso francês, quer em termos de segurança – basta pensar nos dramáticos acontecimentos de ordem pública que acontecem em França – quer de investigação criminal, é pior do que o português e regista piores índices de eficácia. E não temos de escolher um modelo apenas porque pode ser mais barato, mesmo que mais eficaz. É que se o pressuposto é este, então acabe-se de vez com as Polícias, porque os ganhos económicos seriam muito maiores. É necessário calma, honestidade de todas as partes e muita negociação. Portugal merece o melhor.

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