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Correio da Manhã

Opinião
19 de Maio de 2012 às 01:00

Compulsadas as suas linhas gerais, e após discussão, fizeram-se sentir algumas tímidas reacções. Todos se rendem ao fetiche dos números, a justificar uma clara tentativa de racionalização centralizadora. Elegem-se pólos aglutinadores cuja área de influência é traçada a régua e esquadro. Reduzem-se as populações a anódino número normalizado.

As diferenças são ignoradas. Correndo o perigo de se transformar em uma boçal manifestação do poder, rendido ao círculo vicioso que faz com que a periferia, cada vez mais o seja, sacrificada a uma política de centrípeta captação de serviços. A isso, acresce uma certa ignorância. Como a de que ir de Santiago do Cacém a Setúbal ou de Melgaço a Viana do Castelo não é como ir de Cascais a Sintra. Ou de que a serra do Alvão separa Vila Real de Mondim. Que, pelo Tâmega, outrossim se une a Celorico e a Amarante.

Tal como o Douro, que é factor de união e não de afastamento, liga a Régua a Lamego. Que, no planalto de Moimenta, se isola de Viseu. Esperemos que a ideia de reorganizar a justiça não aproveite apenas a quem quer mais facilmente governar.

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