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Correio da Manhã

Opinião
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8 de Dezembro de 2006 às 00:00
Ontem, na Alfândega do Porto, foi tratada como a estrela, embora o discurso não fosse brilhante. Atacou o Banco Central Europeu e quer que este esteja sujeito às decisões políticas, quando os tratados dizem o contrário.
Mas o seu sorriso é cativante e o facto de ser mulher ajuda imenso a quem aposta em ser diferente, num país como a França, em que os políticos estão com quotas de popularidade miseráveis. A Ségolène falta-lhe substância e isso ficou evidente na campanha para conseguir a candidatura pelo PS. Ganharia provavelmente se as eleições fossem já, é mais difícil que o consiga dentro de três ou quatro meses.
Ségolène terá pela frente, como grande adversário nas eleições, provavelmente Nicolas Sarkozy. Será uma luta interessante naquele que é, talvez, o país mais complicado da Europa, porque costumava ser um farol e hoje tem um enorme problema económico, político e social. Ségolène é a resposta a essa confusão, mas não sei se é uma boa resposta.
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