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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Magalhães e Silva

A revolta dos PIGS

Não há economista que ignore que colocar a nossa dívida pública no patamar dos 60% do PIB, até 2030, como nos impõem, exige que sejam libertos, anualmente, pelo menos 5% de excedentes orçamentais – o que, desde logo, se sabe ser manifestamente impossível com o crescimento económico que as previsões mais otimistas nos atribuem.

Magalhães e Silva 22 de Setembro de 2013 às 01:00

Como se sabe que, em 2014, vai ser impossível atingir um défice de 4% e que virá, no mínimo, o chamado programa cautelar, eufemismo com que se está a designar uma modalidade mais leve de segundo resgate. É por isso que Passos/Albuquerque recusarem alterar os 4% e Portas querer, ainda que seja mero jogo eleitoral polícia bom/polícia mau, revelam uma atitude de subserviência que envergonha – é discutir com o senhor o número de chibatadas.

É que, enquanto não tivermos procurado criar uma frente com a Espanha, Irlanda, Grécia e Itália, para dizer à CE, ao FMI e ao BCE que as medidas por eles preconizadas não vão ser aplicadas, nem as metas atingidas, porque nos destroem e os prejudicam, não há negociação, mas diktat.

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