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Correio da Manhã

Opinião
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12 de Novembro de 2005 às 00:00
O futebol português é um caso evidente de sobredimensionamento. Contudo, não basta enunciar parábolas como a da vaca e do sapo para o resolver. Há que reduzir. Reduzir campeonatos, clubes e mercados. E isto ninguém quer.
É que ninguém quer resolver o macroproblema. Toda a gente prefere concentrar-se na sua microestrutura. Por que razão não se reduzem os campeonatos? É simples: a Liga não consegue sequer convencer os presidentes dos clubes com assento na Liga de Honra a chamar-lhe aquilo que ela é, que é uma II Liga, quanto mais depois convencer os presidentes dos clubes da II Liga que o lugar certo para eles é o futebol distrital. Na Alemanha, por exemplo, há duas divisões e o resto do futebol organiza-se a nível regional.
Assim se percebem igualmente as razões pelas quais a Liga não reduz os campeonatos profissionais de 18 para 14 equipas, como se explica que os presidentes continuem a pagar acima do que podem: pois se o vizinho paga mais, se nós reduzimos estamos logo a perder. No fim da cadeia, os jogadores são os maiores sacrificados. Mas também eles têm de mostrar abertura para este redimensionamento. Ou será que estão prontos para ver extintos, de repente, metade dos postos de trabalho actualmente existentes no sector?
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