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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Fevereiro de 2012 às 01:00

Cultural e religiosamente, a Síria é constituída por uma maioria Islâmica Sunita, onde um núcleo da Irmandade Muçulmana é extremamente activo, uma minoria alauíta (variante do xiismo) que domina a política, as Forças Armadas, os Serviços Secretos e grande parte das empresas; e uma minoria cristã cada vez mais assustada, mas que nos últimos anos se encostou ao actual poder.

Politicamente é uma ditadura feroz, em que a actual minoria procurará sempre manter o Poder nas suas mãos, sem quaisquer concessões.

A sua estabilidade e paz interior têm também a ver com o jogo de poder na região, nomeadamente entre o Irão e a Arábia Saudita.

Para o Irão, a Síria é o corredor para o Mediterrâneo. Para esta, é um quisto maligno na Península Arábica. Para além dos desejos de maior liberdade e justiça por parte do seu Povo, o que também está em causa na Síria é a disputa entre aquelas duas potências para a definição da hegemonia regional.

Esquecer isto é não perceber o Médio Oriente.

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