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Correio da Manhã

Opinião
17 de Setembro de 2002 às 21:05
Eu, humildemente confesso, muito teria a dizer sobre a luta titânica do Porto pelo 2º lugar, a memória selectiva de Pinto da Costa, a perigosa aproximação de Simão a Jardel na sensível matéria dos penalties, já para não falar da degradante querela madeirense com o presidente do Nacional a chamar "ladrão" ao seu homólogo do Marítimo e "palhaço" a Nelo Vingada, que todos julgavam ser um formador de jovens e que é, afinal, um perigoso agitador.

Não há limites para o ridículo e bem podem uns quantos sonhar com a SuperLiga que, em tamanho mesmo real , o futebol em Portugal não passa de um campo de subbuteo, atascado com bonecada de duvidosa reputação.

Voltando ao cerne da questão é legítimo perguntar se não houve nesta jornada nenhum dado verdadeiramente relevante em termos tácticos? Talvez não. Mas, no caso do Benfica, a terceira vitória consecutiva merece reflexão porque vem dificultar, ainda mais, a vida de Jesualdo Ferreira. Contra o Moreirense – e arbitragem à parte --, o Benfica ganhou porque Fehér esteve em campo toda a segunda parte.

Jesualdo terá este dilema: jogar com um ou dois pontas-de-lança. É provável que, em casa, possa compatibilizar o húngaro com Nuno Gomes, mas fora a opção é mais complexa. Fehér, com melhor jogo de cabeça, para aproveitar flanqueadores como Simão, Roger ou Miguel, e mais resistente na luta com os centrais é melhor opção. Será que Nuno Gomes pode ficar de fora?
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