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Correio da Manhã

Opinião
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5 de Setembro de 2005 às 00:00
Estamos de acordo que o contrário – um grupo português a mandar num dos principais canais espanhóis – não seria bem aceite. Sabe-se também que a União Europeia permite pouca intervenção em negócios destes, embora admita a mão governamental para preservar o pluralismo nos meios de comunicação, algo que não estará em causa aqui.
E há obviamente os grupos portugueses que não têm grande gosto em ver um novo ‘player’ – e do tamanho da Prisa – a disputar-lhes o mercado. O problema não está na defesa da língua e da cultura, que o próprio mercado também regula, para além de que muitos dos nossos formatos são importados. O problema é que o Governo de Sócrates já na questão da venda da Lusomundo deixou, em muita gente ligada ao negócio, a ideia de que até preferia a Prisa a algumas mãos nacionais. É essa desconfiança que o primeiro-ministro não pode deixar que se instale em tempos como estes que vamos vivendo, de crise e de dificuldades.
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