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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Outubro de 2010 às 00:30

Enfim, mantém-se o tabu de Pedro Passos Coelho, pelo menos, até terça-feira próxima… e assim vai o País e o Mundo. Por mim, confesso, já não estou nem aí. Toda a gente explicou a Pedro Passos Coelho as razões decisivas para não criar uma crise política por cima de uma crise económica. Os argumentos apareceram pela voz e com a assinatura de pessoas de todo o espectro político, da direita e da esquerda, dirigentes e ex-dirigentes do PSD, PS e de outros partidos. Os empresários e os banqueiros já provaram que a teimosia de Pedro Passos Coelho lançará o País numa situação sem precedentes.

As mais diversas instituições nacionais e europeias têm feito alertas significativos. Toda a gente se manifesta inequivocamente sobre a importância da aprovação do Orçamento e têm sido muitos os vaticínios de que Portugal cairá na bancarrota à conta das diatribes do PSD. Por enquanto, nada demoveu Pedro Passos Coelho, que se mantém surdo a todos os apelos, opiniões ou considerações sobre o tema.

De cada vez que fala, o líder do PSD procura agravar a situação, usando uma agressividade e mostrando uma inflexibilidade que não se compreende, e, por isso, há já muito pouco a dizer. As últimas diligências foram do Presidente da República, apelando ao bom senso, e do primeiro-ministro, disponibilizando-se mais uma vez para o diálogo.

Agora é só esperar que o ‘rei’ decida. Vamos viver nos próximos dias com os olhos postos no PSD e em Passos Coelho, à espera de que haja fumo branco e se anuncie alguma coisa. Se Passos Coelho deixar passar o Orçamento, tem que se perguntar a vida inteira por que andou este tempo todo a brincar com a vida dos portugueses, aumentando os juros das agências internacionais quando emprestavam dinheiro a Portugal.

Pedro Passos Coelho já causou, com este teatro, milhões de euros de prejuízo ao País, porque a instabilidade que criou com os seus discursos demagógicos a isso conduziu. Se Pedro Passos Coelho reprovar o Orçamento, está no seu direito, mas espero que tenha a coragem e a dignidade para se disponibilizar imediatamente para formar um governo de gestão e substituir José Sócrates. Será a sua oportunidade de mostrar que sabe enfrentar uma crise como esta e resolver os problemas melhor do que ninguém. A ver vamos.

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