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F. Falcão-Machado

A volta de Keynes

A discussão da crise económica-financeira que se abateu sobre o mundo também chegou, e bem, às academias. E aí volta a citar-se o economista britânico Keynes, numa polémica que também já chegou a Portugal. Para quem não seja especializado em teoria económica o nome de Keynes pode não dizer muito.

F. Falcão-Machado 10 de Julho de 2009 às 00:30

No entanto, a esse economista audacioso se devem grande parte das orientações que permitiram superar a célebre crise de 1929-1930, também conhecida pela “Grande Depressão”. Numa forma excessivamente simplista a que as limitações de espaço nos condenam, poder-se-ia dizer que as soluções de Keynes consistiram na defesa da intervenção do Estado na Economia através da injecção de recursos (“pump-priming”) que ressuscitassem a procura e, consequentemente, o crescimento por via do aumento do emprego.

 

Na prática, o meio mais comum de atingir esse objectivo concretizava-se no lançamento de grandes obras públicas financiadas pelo Estado. Aplicar uma receita semelhante à crise actual é aquilo que pretende a escola dos neo-keynesianos.

 

Deixando essa discussão aos teóricos, uma questão subsiste: em virtude da abertura causada pela globalização, a aplicação do keynesianismo ou do seu contrário parece ser uma opção que tende a escapar ao controlo dos governos nacionais para sediar-se noutras instâncias. Pelo menos na zona do euro.

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