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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Abril de 2004 às 00:00
Sabe-se que há famílias em graves dificuldades, mães em absoluto desespero e até que as crianças são às vezes abandonadas por amor, na expectativa que alguém lhes dê melhor futuro. Nenhuma explicação diminui, porém, a tristeza pelos abandonos e a preocupação em ver organizados apoios sociais para ajudar a resolver estes dramas.
A situação não é nova. Há muitos séculos que se fala de crianças deixadas às portas dos conventos ou entregues a quem tem condições para as criar. O que entristece é que a sociedade não tenha conseguido ainda estender as correntes de solidariedade o suficiente para evitar números comos estes: Em Portugal, duas crianças foram abandonadas por dia em 2003.
No tempo em que se consagram na lei os Direitos do Homem e os Direitos da Criança, não é mais possível aceitar que os problemas das famílias e das mães não sejam tratados com a atenção suficiente para que não se chegue ao desespero do abandono. A sociedade que se preocupa com a vida, que investe na Educação e na Saúde para um futuro melhor, tem também de prevenir o abandono de crianças, o lançar de indefesos à sorte dos destinos. É a Humanidade e um pouco de humanidade que estão em causa.
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