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Correio da Manhã

Opinião
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30 de Abril de 2005 às 00:00
Faz pouco sentido numa era de prospecção global gastar milhões em tellos, leandros, ou rogers em vez de fundar em Angola e Moçambique, e mesmo nos restantes PALOP, estruturas de produção de jovens jogadores a funcionar em espelho com as academias que Sporting e FC Porto já têm em plena actividade e que o Benfica garante inaugurar este Verão.
Não ter, à semelhança de alguns dos principais clubes franceses, no terreno das ex-colónias uma constante e sistemática peneira das pepitas futebolísticas, que ali nascem e se perdem sem molde competitivo bastante, é deitar pela janela uma poderosíssima fonte de receita e um sistemático caudal de reforço de equipas que só assim poderão manter-se na mais alta roda do futebol mundial sem apresentar contas estruturalmente deficitárias aos seus accionistas e adeptos.
O futebol continua a ser um dos principais cimentos do profundo afecto entre Portugal e os povos africanos de expressão portuguesa. Todas as razões apontam este caminho frutuoso à miopia dos dirigentes que temos tido.
Enterrados em défices estruturais e estrangulados pela especulação empresarial todos teimam em não ver ao longe o que é urgente.
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