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Correio da Manhã

Opinião
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26 de Novembro de 2006 às 00:00
Nos últimos anos, porém, os suíços ressentiram-se de tanta receptividade, sobretudo depois de começarem a receber grandes remessas de emigrantes mais qualificados – muitos dos Balcãs – do que a generalidade dos portugueses. A intensificação das investigações ao braqueamento de capitais e a entrada bem sucedida da Inglaterra na corrida à poupança dos milionários fizeram o resto. Resultado: a Suíça meteu a sua tradição humanitária no bolso, impôs maiores restrições fronteiriças a emigrantes não europeus e convidou os outros (portugueses incluídos) a escolherem entre abandonarem o País com o dinheiro amealhado no complemento de reforma ou a perderem-no. Para alguns portugueses, o preço da continuidade nos Alpes é de 500 mil euros e 15 mil já têm malas feitas.
Fecha-se assim mais uma janela de oportunidade para os que não conseguem estabilizar a vida por cá, onde o crédito ao consumo custa o dobro dos empréstimos para habitação, com taxas acima dos 10%. E aumenta a responsabilidade de um Governo que prometeu retirar Portugal da crise e tantos sacrifícios tem pedido para o fazer.
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