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Correio da Manhã

Opinião
7
19 de Agosto de 2005 às 17:00
Surpresa. Victor Martins, vítima de um ataque de compadrite aguda de Sócrates, deu mais 38% de lucro à CGD no 1.º semestre deste ano, face a igual período de 2004.
Como será que Sócrates nos irá explicar a lógica de funcionamento da sua agência de empregos? Muito simples. Com doses gigantescas de lata. Porque até para se manter calado, ela lhe vai ser precisa.
É verdade que os amigos são para as ocasiões. Mas fica-lhe muito mal usar o cargo que os portugueses lhe ofereceram para começar a distribuir por eles um bolo que não é dele. Aos amigos ofereça o que é seu. Não o que não lhe pertence.
Fatídico mês de Agosto, que nos trouxe tudo do pior.
Soares continua a ‘citar’ Cavaco, que, confuso e receoso, recusa sair das tábuas.
Alegre está cada vez mais triste. De solução de recurso, olhada de soslaio, passou a preterido injustiçado, graças a uma legião de hipócritas ( Cavaquistas, essencialmente) que o lamentam só para atirar umas farpas a Soares. Que está longe de ser um santo.
Alegre continua a ser miseravelmente aproveitado e continua a não dar por nada, embalado numa gratificante auto comiseração. Nada como umas lamentações lamechas e bem choradinhas para conferir dignidade a situações que nunca a tiveram. E prolongar artificialmente o fim de vida de uma miragem. É o cavaquismo envergonhado a fazer campanha.
Triste sina para um revolucionário romântico. Bom poeta. Calmo pescador. E fervoroso Benfiquista. Os novos Alegristas não choram Alegre. E estão-se nas tintas para as suas desilusões. Choram a iniciativa de Soares de agitar as águas mornas em que se preparavam para se banhar.
Tenha, Alegre, a coragem de correr com os que o choram com lágrimas de crocodilo. Que, agora o desejavam, para não perturbar o arraial. Fazer número. Ser a grande atracção da festa. E não abalar esperanças, que já confundiam com certezas.
Preocupante. O PSD continua a fazer uma caricatura de oposição. É o estertor da tirania dos partidos. O País está a ficar com a certeza de que os seus males estão muito para além da inépcia deste ou de qualquer outro Sócrates.
E este é o pior dos nossos dramas. Sabermos que nem a curto nem a médio prazo existe alternativa que nos salve. Que à nossa frente temos um infindável vazio. Que nenhum partido, eleitoralmente alternativo, sabe o remédio para os nossos males. E, por isso, nos brindam com uma oposição apeixeirada (sem ofensa !). Com muitas palavras, mas sem ideias e um cheiro a pedir barrela. Sem objectivos nacionais. Sem soluções. Sem o sentido do ridículo. É a oposição da alfinetadazita. Os nossos líderes da oposição não passam de minúsculos mosquitos que mordem sempre que lhes cheira a sangue. E qualquer vítima serve. Precisam é de dar a picada para sobreviverem.
É a oposição que critica Sócrates por estar de férias, enquanto o país arde, como se ele fosse um super bombeiro capaz de só com a sua presença, evitar e apagar fogos, mas se esquece de nos dar soluções para os problemas do investimento e do desinvestimento, da deslocalização de empresas, do rejuvenescimento do tecido económico nacional, da Saúde, da Educação, da Segurança Social. Enfim, da nossa sobrevivência.
Os fogos estão a chegar ao fim. Mas o País vai continuar a arder.
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