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Correio da Manhã

Opinião
16 de Março de 2010 às 00:30

O cansaço da partida intensa com os franceses, o orgulho ferido dos jogadores do Nacional (goleados na primeira volta), a picardia entre os treinadores de ambas as equipas, o valor intrínseco do adversário... tudo foi mandado para trás das costas. Até a desdita de um penálti falhado. Não espanta, por isso, a festança que Jorge Jesus fez quando Cardozo marcou o golo que garantiu os três pontos. É nestes momentos que uma equipa que luta por ser campeã não pode abanar e o treinador terá sentido isso. Se ganhar ao Braga na próxima jornada da Liga, o Benfica fica com o título na palma da mão.

No grupo dos quatro da frente, de resto, todos ganharam. O que à partida parece indiciar que esta ronda nada adiantou. Mas não será bem assim, pois mais uma jornada passou. O que significa menos uma oportunidade para recuperar terreno, a quem segue atrás.

O Sporting resolveu o jogo com o V. Guimarães (concorrente directo ao quarto lugar) em 20 minutos, antes de passar pelas brasas, gestão de esforço feita à medida do jogo europeu com o Atlético de Madrid, na quinta-feira.O campeonato deveria estar agora a começar, comenta-se nas bancadas de Alvalade. Nos últimos três jogos, o Sporting marcou um terço dos golos que acumulou em 23 jornadas. Carvalhal tenta (também com as palavras) baralhar a questão da sucessão do treinador. Está a conseguir.

O FC Porto, já sem Europa, voltou às vitórias, em Coimbra, e prepara agora a final da Taça da Liga, com o Benfica. Aquela provazinha que no Dragão era olhada de lado, quase como um patinho feio, ganha agora outro encanto.

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