Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
8
14 de Agosto de 2005 às 00:00
Já aqui escrevi uma vez que, face à esperança de vida actual, as reformas tornaram-se uma forma de o Estado tomar a seu cargo uma segunda vida dos cidadãos. Para o que, como é sabido, ainda não se encontrou fórmula financeira exequível e, provavelmente, não se encontrará tão cedo.
No caso de Portugal, o que se vai sabendo, porém, é mais do que isso. É que há um sistema que dá uma protecção enorme a uns e quase nenhuma a muitos outros. E que essa protecção sobe em progressão geométrica para os que tiveram condições de vida profissional já acima da média . Por exemplo, a reforma que tem o ex-ministro das Finanças, Campos e Cunha, é até uma forma de desencorajar a produtividade, porque quem tem reformas dessas pode bem deixar de trabalhar muito antes do tempo normal .
É este sistema injusto e sem equidade que tem que ser profundamente reformado. Por razões financeiras do Estado, mas também por razões políticas e sociais, Mais: não se percebe como foi possível chegar a este ponto.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)