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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Ainda o Egito

A vitória da Irmandade Muçulmana representou uma conquista democrática.

F. Falcão-Machado 9 de Agosto de 2013 às 01:00

Se à Primavera se sucede o Verão, a imagem aplica-se ao "aquecimento" da situação do Egito. Nem sempre a rota para a democracia é linear.

A vitória da Irmandade Muçulmana representou uma conquista democrática, mas foi condicionada por um pacto tácito com os setores liberais e seculares e com a poderosa ordem militar. Se o pacto foi quebrado ou se a Irmandade lhe deu outro uso é uma questão que pode e deve ser discutida livremente pelos interessados. Porém, a escassez dos recursos económicos acessíveis a uma população numerosa suscita de imediato o tema do desemprego, sobretudo entre as camadas mais jovens.

A situação regional agrava o problema. O Egito tem sido um sólido aliado dos EUA, que não quererão delapidar esse capital numa área de grande instabilidade.

Ora a visita que o rei da Jordânia acaba de fazer ao Cairo foi uma discreta mensagem da comunidade internacional. E o facto de as autoridades egípcias permitirem que um enviado da UE visitasse o deposto presidente Morsi na prisão mostra que a mensagem foi captada.

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